O PÓS-CARNAVAL

José Roberto Del Valle Gaspar

O PÓS-CARNAVAL

O pós-carnaval é uma ressacada geral, mesmo para os que não sambam e nem bebem umas e outras, o problema é que fica-se tanto tempo sem trabalhar, ou seja, sem fazer nada, que o ócio toma conta e vira ressaca.

No primeiro dia de trabalho, depois do carnaval, o colega pergunta:

– Como foi de carnaval?

E o adepto da ociosidade responde:

– Putz, estou cansado!

O “cansado” aí, deve ser de ver televisão, de coçar as pulgas do cachorro, de ver a escola de samba passar na avenida, ou ainda, de alguma república de turistas que não deixa ninguém dormir num raio de um quarteirão.

O trabalho é bom, mas ficar sem fazer nada é melhor, pensamos.

Na realidade, a rotina de trabalho é mais previsível, e o imprevisível é mais  estressante, o que não é bom para a saúde física e nem psicológica.

Então, salve o trabalho!

 

QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Av. Dr. Américo Luz

QUARTA-FEIRA DE CINZAS 

            Muzambinho amanheceu se despedindo da festa carnavalesca de 2012, já sem música e barulho.

Turistas se recompondo e se preparando para viagens de volta, recolhendo pertences espalhados, arrumando as malas, recolhendo lixo, e, certamente, já focados em seus afazeres cotidianos.

O passivo urbano se vê nas jardinagens destruídas da Av. Dr. Américo Luz, no cheiro forte que exala de lá e das ruas laterais, e sendo o nosso cartão postal, não poderia ser palco de concentrações festivas como o carnaval, mas nossos dirigentes pensam e agem devagar, quase parando, e não se preocupam com investimentos preparatórios para receber os visitantes e turistas, que encontram uma cidade sem estrutura urbana adequada.

O sistema da COPASA não suporta a dobragem de usuários do período de carnaval, e, creio que os reservatórios foram praticamente esgotados, o que pudemos checar nas ligações diretas dos medidores, que saía só um fio de água, e isso significa que deve se investir em ampliações de captação e armazenagem, e ninguém fala nisso.

A ocupação de casas por quantidades enormes de pessoas, ou seja, de forma desordenada e sem fiscalização sanitária, é mais um problema a ser enfrentado, e o tempo passa e não se vê nenhuma evolução dos serviços públicos municipais nesse sentido, há um completo desleixo.

Outra coisa é a Defesa Civil Municipal, que embora existente com Diretoria, que, subentende-se, hajam pessoas nomeadas para cumprir as atribuições próprias do órgão, não se sabe onde fica e nem há qualquer informação sobre contato, arcando a Polícia Militar com toda as conseqüências da omissão administrativa, pois cabe à Defesa Civil fiscalizar e ordenar a ocupação urbana, o que não ocorre.

Muzambinho, um dos lugares mais freqüentados no carnaval do sul de Minas, desde já, deveria pensar no de 2013, preparando o município para o evento, pois as deficiências são enormes e visíveis a todos, lamentavelmente.

           

DIA DE CARNAVAL

José Roberto Del Valle Gaspar

DIA DE CARNAVAL

Hoje, vinte e um de fevereiro, dia de carnaval, que na verdade, é indicativo de fim de festa.

Os foliões acordaram mais tarde do que nos outros dias, é a ressacada geral, mas, certamente, ainda vão reunir energias para continuar até amanhã.

A música toca no fundo, amena, embalando os mais energizados, e servindo para despertar os prostrados.

O carnaval é assim, dizem que quando fica bom, acaba, mas as obrigações cotidianas têm que ser retomadas.

Mas, por enquanto, continuam suspensos os compromissos, até que o sol de amanhã surja no horizonte, chamando para a realidade do labor e do estudo.

Na república dos paulistas, a calmaria ainda é reinante, parece até improvável que haja reação, mas são imprevisíveis, podem ressurgir das cinzas.

Acabei de fazer a conjetura e dancei, o som foi aumentado, prenúncio de agitação, iniciando com axé de Cláudia Leitte.

Hoje, na Av. Américo Luz, tem Banda de Marchinhas, Grupo “Os Dragões”, e Banda Rosa Negra.

No Parque da Folia, do Bloco Vermes, tem Batom na Cueca e Fernanda Garcya.

E o carnaval de Muzambinho segue embalado pelos turistas.

 

 

SEGUNDA DE CARNAVAL

José Roberto Del Valle Gaspar

SEGUNDA DE CARNAVAL

A tarde de segunda de carnaval chega, e com ela, músicas de ressaca carnavalesca, sertanejas de Leandro e Leonardo, internacionais de Amy Winehouse, latinas, e Mamonas Assassinas, o que nos foi gratuitamente ofertado.

De repente, uma tentativa de colocar energia na festa, volta o “Usmen” com a música do bloco vermes, que é um sucessoem Muzambinho das Gerais, aliás, toca em todas as repúblicas.

O período de carnaval nos traz rememorações forçadas de músicas antigas, e “Funks” que nunca vimos, mas é uma salada interessante, de gosto diferenciado.

O seguidores do “Vermes e Cia.” já vão colocando seus uniformes/abadas, para a noitada com  Alexandre Peixe e Usmen, no Parque da Folia.

O carnaval de Muzambinho deve ser bom mesmo, os turistas só elogiam, e só de deixarem os carnavais tradicionais pelo Brasil afora, para estar na “Woodstock” do carnaval mineiro, é uma prova disso.

Na avenida, à noite, desfile das Escolas de Samba: Espelho da Liberdade e Estrela Dourada.

Depois das Escolas de Samba, segue show com o Grupo “K entre Nós”, e madrugada afora com a banda “Rosa Negra”.

Boa noitada a todos!

DOMINGO DE CARNAVAL

José Roberto Del Valle Gaspar

DOMINGO DE CARNAVAL

Muzambinho amanheceu com o sol tímido neste domingo de carnaval, que, no entanto, progressivamente, vai energizando os foliões para um novo dia.

Os da república dos paulistas, hoje já não acordaram cedo, a noitada, certamente, foi mais agitada, consumiu mais energia, exigindo um descanso mais prolongado.

Onze horas, abriram o som, “Funk”, depois, “Pagode”, para acordar a galera da ressaca, os prostrados ao chão, sem reação.

O pagode ouvido fala de sentimento, que para eles deve ser de dor de cabeça, dor no estômago, mas, deixando a brincadeira de lado, o ser humano é realmente movido por sentimentos.

O sentimento da liberdade é mais importante, pois sem liberdade não se vive a vida intensamente, e Minas é o berço da liberdade.

O carnaval segue seu ritmo, é só o começo, ainda tem muito pela frente.

No carnaval, somos embalados pelo som das galeras que se fazem presentes na cidade, não por escolha, mas é um período diferente, e, quando vão embora, fica a ressonância vibrante de suas estadas.

Agora deram um tempo, cortaram o som, e saíram, provavelmente para o alimentamento que o corpo exige.

Assim, apesar dos sobressaltos noturnos pontuais, próprios das urbes carnavalescas, resta a energia positiva que se deixa, pois como se diz: “o alto astral contagia”, e isso eles têm de sobra.

E a grande festa, símbolo da liberdade reinante, segue!

 

José Roberto Del Valle Gaspar

Muzambinho/MG, 19/02/2012

CRÔNICA DE CARNAVAL

José Roberto Del Valle Gaspar

CRÔNICA DE CARNAVAL

         Hoje, dezoito de fevereiro de 2012, sábado de carnaval, ouvi, desde manhã, vindo da república de turistas paulistas, ao lado da minha casa, gritos e músicas eletrônicas, logo depois, mais “light”, músicas sertanejas, destoando completamente do carnaval.

Mas, o que se vê, é que eles se divertem, dormem com todas as janelas e portas abertas, um vácuo de liberdade, de rebeldia, longe do mundo das clausuras das metrópoles de origem, e talvez seja isso mesmo que procuram, sem compromisso com nada, a “libertas Quae Será Tamen”, que a Minas de Muzambinho lhes oferece.

Agora, o Víctor de Léo cantam, já na “lightice”, “…quem canta os males espanta…”, e é isso que fazem enquanto a energia flui, depois, interrompe-se o som alto, transforma-se em barulho ambiente, vem o aquietante descanso de alguns, entrecortados por palavras e diálogos dos que não querem a quietude.

Ressaca, cura-se com latas e mais latas, seja de que marca for, o que importa é o viver aqueles momentos.

Nós, que acompanhamos o dia a dia desses jovens turistas no carnaval muzambinhense, há alguns anos, percebemos a enorme necessidade da juventude de extravasar e esquecer um pouco das obrigações, que ao longo dos anos, vem achatando cada vez mais a infância e a adolescência.

O que se exige dos adolescentes hoje é responsabilidade, responsabilidade e mais responsabilidade, não é mais como antigamente, em que a liberdade do “viver a vida” era o normal, não a exceção.

Escola em tempo integral, credo!, que coisa horrível!, e é mesmo!, é fruto do populismo político exacerbado!, irresponsável!, é desumano! E a juventude de hoje, salvo exceções, tem histórico de creches e educandários em tempo integral, para possibilitar que os pais trabalhem.

O que fazem com os adolescentes nos grandes centros urbanos, é um massacre, que só o carnaval e as festas pelo país afora podem socorrê-los, mesmo que por um período, um momento, podem sair da imposição social da segregação dos condomínios, e dos edifícios de puro concreto, sem vida, e também das escolas dos isolamentos.

Já ouço a música ser aumentada, agora é pagode, então, que vivam o momento deles, mesmo que isso passe também a ser o nosso, pela sociabilização do som/barulho.

José Roberto Del ValleGaspar

Muzambinho/MG

PROGRAMAÇÃO DO CARNAVAL DE MUZAMBINHO – 2012

Programação do Carnaval de Muzambinho - 2012

PROGRAMAÇÃO DO CARNAVAL DE MUZAMBINHO

Muzambinho já está agitada com a chegada de turistas de todo o país!

O clima já é de carnaval!

Espera-se que a festa ocorra com alegria e muita paz!

Abaixo, fotos da Tenda de Palco e da Praça de Alimentação!

Saudações aos visitantes e turistas!

Tenda que abriga o palco

Palco

Praça de Alimentação

 

 

CARNAVAL DE MUZAMBINHO

Av. Dr. Américo Luz - 17/02/2012

CARNAVAL DE MUZAMBINHO

            Muzambinho amanheceu pronta para o início do carnaval, com toda a estrutura montada na avenida Dr. Américo Luz, área central da cidade, notando-se maior que nos anos anteriores.

O fluxo de pessoas chegando à cidade já é sentido, prenúncio de uma grande festa para todos.

O carnaval de Muzambinho tem sido referência em Minas Gerais, e o investimento tem sido maior a cada ano.

O Bloco Vermes, em seu 13º ano de vida, é a grande atração, com milhares de foliões de todo o Brasil, que desfilam pela cidade e alegram e valorizam o carnaval muzambinhense, e concentram-se em grandes Shows/noitadas em espaço próprio, com bandas de axé.

Muitos outros blocos também estarão fazendo parte da festa.

As Escolas de Samba trazem a cada ano mais foliões e novidades, sacudindo a avenida do samba, sendo elas: Espelho da Liberdade (Brejo Alegre); Águia de Ouro (Barra Funda); Unidos da Vila Socialista, e Estrela Dourada (Vila Bueno, Cohab, Canaã e Jardim Altamira).

Carnaval é isso mesmo, uma festa para canalizar a energia acumulada, para depois seguir em frente, enfrentando o dia a dia.

Desejamos um feliz carnaval a todos os muzambinhenses e aos turistas que aqui aportam, mas fica o alerta contra violências, o uso de drogas e bebidas alcoólicas.

Solta o som aí gente!

 

José Roberto Del Valle Gaspar

Muzambinho/MG

 

LAMARCA – O CAPITÃO DA GUERRILHA

Lamarca o Capitão da Guerrilha

“NOTA DOS AUTORES

            O Capitão morreu na caatinga: esse é o mote da história, sugerido por Olderico Campos Barreto. Aliás, a idéia nasceu de uma conversa com ele, sobrevivente ocasional da tragédia. Era preciso escrever tudo aquilo que revelava entre quatro paredes, na cadeia e depois, sempre aos sussurros. Volta e meia o projeto ressurgia e ia sendo adiado pela certeza de que se publicássemosa verdade, nos meados de 70, viriam represálias. Até que em abril de 1979, ainda às voltas com o processo na Justiça Militar, por conta do seu envolvimento no caso Lamarca, Olderico resolveu depor de forma diferente da que se acostumara ao longo dos anos. Foram fitas e mais fitas gravadas, cheias da voz de um excelente contador de histórias e um dos poucos que conseguiram reter o drama da morte, no seu caso, a perda de dois irmãos e muitos amigos. É o depoimento de um homem carregado de convicção: a morte não é nada quando vem pela lealdade, amizade, cumprimento de um trato ou fidelidade a uma causa. Sempre é melhor morrer do que trair um amigo. Assim é Olderico.

Pesquisando, documentando, entrevistando sobreviventes e agentes da repressão, seguimos adiante. Mônica Teixeira, jornalista de São Paulo, fez de tudo. Por suas mãos passaram Ariston Lucena, Lúcia Alverga, Cabo Mariani, Antônio Spinoza, muitos outros personagens . Mariluce Moura, repórter baiana, também ajudou. Da França, João Lopes Salgado atendeu nosso apelo e enviou seu depoimento, gravado. Em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, Alex Polari de Alverga falou um dia inteiro conosco, Cesar Benjamin junto. Em Brasília, autoridades foram ouvidas e Erasmo Dias esclareceu sua participação no Vale do Ribeira. À região onde Lamarca morreu fomos duas vezes.

Cabia-nos comprovar as informações – descartar as mentiras publicadas na imprensa amordaçada pela violência da ditadura – e aproveitar as reportagens sérias, particularmente do “Pasquim”, “Em Tempo”, e “Coojornal”. O trabalho de correção dos originais recebeu a importante colaboração de Adilson Borges dos Santos, repórter, ex-revisor de “A Tarde”, em Salvador. O livro foi assim, fruto de um esforço coletivo.

Tão coletivo que resolvemos preservar o ritmo do discurso de alguns personagens – Olderico, um deles. Rejeitadas as fantasias, assumimos as versões das fontes que mereceram crédito, as que representaram maiores coincidências entre si, na Bahia e no Sul. Mas é impossível ter toda certeza numa reportagem como essa, tanta a dor, o medo, a perplexidade, que ainda tomam conta dos sobreviventes – tanta repressão presente, segredos guardados sob armas. Os relatórios do Exército serviram para confirmar algumas coisas, mas, em muitos casos, nem para isso. Bastou o livro ganhar as ruas para surgirem as primeiras controvérsias. Numa delas, Eliana Gomes de Oliveira, hoje morando no Rio de Janeiro, nega com veemência que tenha tido qualquer tipo de relação afetiva com um agente do DOI-CODI quando foi presa em 1971, como haviam afirmado alguns de seus companheiros em depoimentos prestados aos autores.

A história ganhou corpo. Lamarca não foi o “assassino frio e sanguinário” mostrado na imprensa por pressão do Exército, muito menos um “Messias sem Deus” ou joguete da esquerda armada. Nem o herói imaculado apresentado por admiradores fantasiosos, no exterior. O Capitão Lamarca absorveu a tragédia de seu tempo e viveu o drama, todo, de um período em que a tortura e o assassinato político eram métodos considerados normais pelo Estado brasileiro. Os anos somados vão tornando possível uma análise política fria. Duro é sacar o lance do oficial do Exército Brasileiro, carreira brilhante à frente, que, inconformado, rasga sua farda, aposta noutro futuro – sonha com a humanidade livre, mete o peito resoluto em busca da liberdade e leva às últimas conseqüências o que julgava acertado.

O velho José Barreto, pai de Zequinha, Otoniel e Olderico, camponês calejado, desses que nunca abandonam a roça, sentiu nas costas todo o peso da violência do regime pós-64. “Vi coisa que nem sabia que existia. Eu vi o mundo de pernas para cima e em cima de mim”, diria ao repórter Paolo Marconi, do “Coojornal”, em 1979. “Fleury teve uma morte muito honrosa. Se tivesse 50 vidas para perder ainda seriam poucas”, completaria. José Barreto continua lá, em Buriti Cristalino, sertão da Bahia, trabalhando sob o peso de seus 72 anos. Este livro é dele.”

Transcrito do Livro “LAMARCA O CAPITÃO DA GUERRILHA”,  de Emiliano José e Oldack Miranda, Oitava Edição, de março de 1984, por José Roberto Del Valle Gaspar, em 16/02/2012.

DEPOIMENTO DE UM TORTURADO

DEPOIMENTO DE UM TORTURADO

“Denúncia

           A verdade, dia a dia, torna-se mais evidente.

            O que houve, em 1964, foi um golpe antidemocrático contra os interesses e direitos de nosso povo.

            As calúnias assacadas contra os patriotas e democratas, e que foram utilizadas para a derrubada do governo do presidente João Goulart e a prática de injustiças e violências intocáveis contra o povo, não resistem mais aos justos e irrefutáveis esclarecimentos dos perseguidos e caluniados e até mesmo às revelações dos descontentes e arrependidos.

            Os que ainda não compreenderam isso deveriam comparar o que os golpistas diziam e prometiam com o que realmente acontecia e fizeram.

            Este livro, em que narro os meus esforços em defesa da dignidade e dos direitos da pessoas humana e reafirmo os meus compromissos com nosso povo e a nossa pátria, a humanidade e a própria consciência, é o meu testemunho sobre o que vi e sofri ns câmaras de tortura e nos cárceres do regime que nos foi imposto. É a minha defesa contra as acusações que me foram feitas. É o meu protesto e a minha denúncia contra as torturas infligidas a mim e a outros homens e mulheres merecedoras de respeito pelos seus ideais e pelas suas atitudes. É o meu apelo a todas as pessoas no sentido de defenderam o respeito aos direitos humanos, a anistia ampla, geral e irrestrita, o esclarecimento dos assassinatos e desaparecimentos e a democratização completa de nosso País.

            Com exceção de alguns documentos, tudo o que nele se encontra foi escrito em momentos que me pareciam próximos do fim de meus dias. Animava-me de deixar para o nosso povo e para meus parentes, companheiros e amigos uma mensagem de carinho e confiança, através da qual soubesse o quanto eu os amava e sentia não poder continuar a ajudá-los nas circunstâncias difíceis em que se encontravam.

            Embora, hoje, me pareçam tristes e amargas, acredito que as palavras que, então, escrevi, revelam o que realmente sou e expressam integralmente meus pensamentos, que se presumem na vontade de ver o mundo em paz e todas as pessoas, sem discriminação de espécie alguma, tratadas como gente, com dignidade e respeito.

            No entanto, creio que não devemos alimentar sentimentos de ódio ou desejos de vingança.

            O que devemos sempre exigir às elevadas aspirações de nosso povo e em homenagem aos que tombaram na luta em sua defesa, devemos lutar pela construção, em nosso País, de uma verdadeira DEMOCRACIA,em que haja LIBERDADE, PROGRESSO e JUSTIÇA para todos.

            DIMAS PERRIN”