HUGO RAFAEL CHÁVEZ FRÍAS

Hugo Chávez 2

Hugo Rafael Chávez Frías

Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta de Barinas, nas planícies da Venezuela. Filho de um casal de professores do educação primária, Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías, e o segundo de seis irmãos. Sua avó índia, Rosa Inés Chávez, cuidou dos dois irmãos maiores, e foi ela quem ensinou a ler e escrever ao pequeno Hugo, enquanto o menino ajudava na economia familiar, vendendo doces de mamão (fruta bomba), conhecidos como “aranhas”. Por isso, era conhecido como o “aranheiro”, nome que dá título ao último livro publicado com anedotas do Presidente.

Em 1960 começou seus estudos na escola primária Julián Pino. Contaram as amigas de sua avó Rosa Inés, que em seu primeiro dia de escola, Hugo não teve permissão para entrar, porque não tinha sapatos: “Levava as únicas alpargatinhas velhas que tinha. A avó chorava porque não tinha dinheiro suficiente para comprar-lhe sapatos.”, contou a tia de Chávez, Joaquina Frías, e os autores do livro “Chávez Nuestro”.

Ele estudou o secundária básico no Liceu Daniel Florencio O’Leary, do Estado de Barinas, e em 8 de agosto de 1971, entrou para a Academia Militar da Venezuela, onde desenvolveu sua paixão pela história de seu país. Em 1974, viajou ao Perú para participar das comemorações do aniversário de 180 anos da Batalha de Ayacucho e conhece o presidente Juan Velasco Alvarado.
Em julho de 1975, ele formou-se com a patente de subtenente de Artilharia, especializado em Ciências e Artes Militares no ramo de Engenharia, menção terrestre. Se destacou por obter as mais altas notas nos diversos cursos realizados dentro das Forças Armadas.

Início na política

O jovem oficial Hugo Chávez fundou em 1982 o Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR200), em alusão aos 200 anos desde o nascimento de Simon Bolívar, que completaria um ano mais tarde. Em 17 de dezembro daquele ano, aniversário da morte de Simón Bolívar, sob o Samán Guere, que segundo a tradição, era a mística árvore sob cuja fronda acampou Simón Bolívar – prometeu reformar o exército e iniciar uma luta para construir uma República. Em 1989 observou com indignação como milhares de manifestantes foram massacrados por forças do exército no Caracazo.
Ao encomendá-lo para Comandar a Brigada de Paraquedistas “Coronel Antonio Nicolás Briceño”, baseado em Maracay, em 1991, escreveu em secreto o projeto de governo de transição e o anteprojeto nacional “Simon Bolivar”, programa que definiria sua liderança entre os oficiais bolivarianos. No final desse ano, os conspiradores definem a data da rebelião. Às 11:00 horas da manhã de 4 de fevereiro de 1992 começou a rebelião com comandos operando simultaneamente em Maracaibo, Caracas, Valencia e Maracay. Em uniforme de camuflagem e boina vermelha, esse dia aparece perante as câmeras para confirmar que “por enquanto” não se sabiam alcançado os objetivos do movimento, porém assumia toda a responsabilidade e pedia a seus companheiros pelo retorno aos quartéis.
A ação militar foi acolhida com júbilo por uma parte considerável da população, de modo que, desde então, a popularidade do Tenente Coronel de paraquedistas não fez mais que aumentar, enquanto o presidente Carlos Andres Perez se  afundava em descrédito. Na prisão, ele escreveu seu célebre manifesto Como sair do labirinto. Chávez foi liberado em 27 de março de 1994, após o arquivamento de seu caso. Símbolo do Movimento Quinta República (MVR), fundado por Hugo Chávez.
Em 14 de dezembro de 1994, o Comandante Chefe Fidel Castro o recebeu na capital cubana com honras de Chefe de Estado. Durante a visita, o líder venezuelano deu uma palestra na Aula Magna da Universidade de Havana. Entre 1995 e 1997 percorreu a Venezuela, explicando seu projeto político, que se baseou na necessidade de convocar uma Assembléia Nacional Constituinte que “refunde a República”.

Presidente da República Bolivariana da Venezuela

Em 19 abril de 1997 inscreve seu Movimento Quinta República (MVR) no registro eleitoral. Em meados de 1998, Hugo Chávez já era o primeiro em todas as pesquisas e em 6 de dezembro desse ano é eleito Presidente da Venezuela, com 56,5% dos votos. Como Presidente eleito, visitou Havana em 17 de janeiro de 1999. Assumiu o poder em 2 de fevereiro, e dois meses depois convocou o  referendo constituinte que foi aprovada por mais de 81% da votação. Em 23 de maio ele começou seu programa de televisão “Alô Presidente”.
Em 15 de dezembro de 1999, o governo do Presidente Chávez impulsionou um segundo referendo constitucional que foi aprovado por mais de 71% da votação  popular, que resultou na ratificação da Constituição da Venezuela de 1999 da Venezuela. Em 30 de julho de 2000, já com uma nova Constituição, se realizaram as eleições gerais para re-legitimar todos os poderes.
Em agosto visita vários países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com o fim de dar-lhe um papel mais ativo na organização, nesse momento presidida pela Venezuela. No final de outubro de 2000, recebeu em Caracas o presidente cubano Fidel Castro, onde ambos mandatários formaram um Acordo de Cooperação Integral.

O Congresso aprovou um Decreto Habilitante que lhe dá poderes especiais ao Presidente para a aprovar um conjunto de leis, incluindo a Lei de Terras, que impulsionava uma reforma agrária, uma nova Lei de Hidrocarbonetos e a Lei da Pesca. Também umas 49 leis, a oposição liderada principalmente pela patronal mais importante do país, Fedecámaras e Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV), boicotaram as leis.

 Golpe de Estado


Em 9 de Abril de 2002, a CTV e a Fedecámaras anunciou greve geral para apoiar os gerentes da PDVSA. A oposição convocou em 11 de abril para uma marcha que originalmente foi planejada e autorizada para a sede da PDVSA localizada em Chuao, mas a manifestação foi desviada para o Palácio de Miraflores e franco-atiradores vestidos à paisana abriram fogo contra os manifestantes. A maioria das vítimas eram partidários chavistas. O golpe de Estado havia se desencadeado.
Em horas da manhã de 12 de abril, Chávez foi sequestrado e transportado inicialmente para a base militar localizada em Fuerte Tiuna, Caracas. Algumas horas depois, desse mesmo dia, tomou posse a si mesmo Pedro Carmona, Presidente da Fedecámaras, como Presidente. Ato seguido emitiu um decreto que revogou os atos de habilitação, dissolveu o Parlamento, o Tribunal Supremo de Justiça, o Fisco, a Defensoria do Povo e se deu a si mesmo poderes acima da Constituição.
No sábado, 13 de abril, desde as horas da manhã, muitos seguidores do presidente Chávez começaram a manifestar-se em Caracas. Os golpístas retiraram o mandatário de uma base naval em Turiamo, onde escreve uma nota dirigida aos os venezuelanos, expressando: “Que não havia renunciado ao poder legítimo que o povo me deu”. Daqui, Chávez é enviado para a Ilha de Orchila com a intenção de tirá-lo do país, mas o povo tomou o Palácio de Miraflores e na manhã de 14 de abril o presidente retorna a Miraflores e se dirigiu ao povo, em um discurso memorável no qual pediu calma.
Em 2 de dezembro de 2002, Fedecámaras e o grupo “Gente do Petróleo” (composta por membros da PDVSA), com o apoio de diversos partidos políticos tradicionais, unidos ao que chamaram Coordenadora Democrática, iniciaram a  uma greve petroleira que se prorrogou para se tornar uma greve por tempo indefinido. Em meados de janeiro de 2003, com Chávez na frente, o governo conseguiu recuperar o controle total da PDVSA. A partir desse momento, toda a luta política da oposição se centrou na realização de um referendo para derrubar o Presidente.

Extraordinário Respaldo nas Urnas

Em 3 de junho de 2004, o Conselho Nacional Eleitoral anunciou que o mínimo de  assinaturas necessárias se havia coletado e foi ativado o referendo, que se realizou em 15 de agosto. Ele não obteve uma vitória esmagadora, e não só o Presidente se manteve no poder, sorte que as eleições regionais que seguiram os votos favoreceram a governadores e prefeitos bolivarianos.
Em 14 de dezembro de 2004, ele fundou a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos ou ALBA-TCP, por acordo entre a Venezuela e Cuba, com o envolvimento pessoal dos presidentes dos dois países, o que dá prioridade à relação entre as nações ligadas ao projeto, em pé de igualdade e baseando-se no diálogo sub-regional, abrindo campos de alianças estratégicas entre os países latino-americanos.
A partir deste ano se concatenam na Venezuela numerosas em batalhas nas urnas, que consolidam a liderança do Presidente e sua vocação democrática.
Nas eleições presidenciais na Venezuela para o período 2013-2019, que ocorreram em 7 outubro de 2012, na Venezuela, o presidente bolivariano foi reeleito para um terceiro mandato com 55,08% do total de votos válidos.

Problemas de Saúde

Em 9 de maio de 2011, o presidente suspendeu uma turnê pelo Brasil, Equador e Cuba devido a uma inflamação no joelho que o obrigou a manter repouso absoluto. Viajou à Havana em junho de 2011, o que exigiu uma intervenção cirúrgica de urgência. Em 21 de fevereiro de 2012, anunciou que, depois de fazer-se exames em Havana, seria novamente internado, logo haver-se detectado uma lesão na mesma área onde lhe foi detectado o tumor cancerígeno havia afetado no ano anterior.
Em 11 de dezembro de 2012 foi operado em Havana e começou para ele um delicado processo pós-operatório. Em 18 de fevereiro de 2013, o presidente regressou a Caracas. Na tarde de terça-feira 5 de marco de 2013, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o falecimento do líder bolivariano às 4:25 p.m. (hora local).

Distinções e condecorações

Presidente Hugo Rafael Chávez Frías recebeu múltiplas condecorações por parte de organizações, de seniores e de prestigiosas universidades, ao longo de sua trajetória, como primeiro Presidente da República Bolivariana da Venezuela. Se destacam, a condecoração Estrela de Carabobo, a Cruz das Forças Terrestres, a Ordem Militar Francisco de Miranda, a Ordem Militar Rafael Urdaneta e a Ordem Militar Libertador.

Recebeu em 2004 a Ordem Carlos Manuel de Céspedes, da República de Cuba.
Em 2005, ganhou o Prêmio Internacional José Martí da UNESCO por sua constante atuação a favor da integração dos países da América Latina e do Caribe, assim como por seu trabalho por preservar a identidade, as tradições culturais e valores históricos dos países da área. O prêmio foi entregue pelo líder cubano Fidel Castro.

Biografia traduzida por José Roberto Del Valle Gaspar do jornal “Diário Granma” – Órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

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Sobre Del Valle
Um pensador social

One Response to HUGO RAFAEL CHÁVEZ FRÍAS

  1. Nair Marta da Silva says:

    Que lindo, é emocionante, foi um verdadeiro guerreiro.
    Parabéns a você José Roberto Del Valle Gaspar, por está tradução maravilhosa! Abraço!

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