TRIBUTO A CARMINHA MASCARENHAS

CArminha Mascarenhas - 6Carminha Mascarenhas

(cantora, compositora e atriz)

Carminha Mascarenhas (Cármina Allegretti), nasceu na cidade de Muzambinho/MG, em 14/04/1930, filha de Mário José Allegretti, mais conhecido como ‘Zeca Allegretti’, e de Benedita Allegretti.
Carminha foi cantora, compositora e atriz, como no filme “As Testemunhas não Condenam”, de 1962, ao lado de Manoel da Nóbrega.
Descendente de italiano, família Allegretti, ainda com poucos meses de vida seguiu com a família para São Paulo/SP, e, mais tarde, voltou para Minas e foi morar em Poços de Caldas/MG, tendo se formado professora primária, e começou a cantar no coral da Igreja Matriz daquela cidade mineira, destacando-se pela voz de contralto, interessando-se pela música popular, acompanhada pelo pai e pelo tio Januário Allegretti, mais conhecido por ‘Genarino Allegretti’, ao violão.
Iniciou sua carreira artística como ‘crooner’ do conjunto de José Maria, ao lado do pianista Raul Mascarenhas, com quem veio a casar-se em 1952, e com ele teve um filho, o saxofonista Raul Mascarenhas Jr, que foi casado com a cantora Fafá de Belém, e que tiveram a filha Mariana Belém, que é também cantora.
Em 1953 gravou seu primeiro disco com as canções de Hervé Cordovil “Nossos caminhos divergem” e “Folha caída”, e nesse mesmo ano transferiu-se com o marido para Belo Horizonte/MG, apresentando-se com ele na Rádio Inconfidência e em casas noturnas.
Em 1955, estreou como ‘crooner’ do Copacabana Palace, substituindo Nora Ney.
Ainda em 1955 foi eleita, juntamente com Silvinha Telles, como ‘Cantora Revelação do Ano’ e contratada para fazer parte do elenco da Rádio Nacional, estreando na emissora no programa “Nada além de 2 minutos”, produzido por Paulo Roberto.
Em 1956, deixou de trabalhar no Copacabana Palace e começou a apresentar-se na boate Sacha’s, quando separou-se do marido, viajou para o Uruguai, onde se apresentou na boate Cave e no Cassino de Punta del Este, seguindo depois para Argentina e Paraguai.
Ela gravou vários discos em 78 rpm, e participou, com Elizeth Cardoso e Heleninha Costa, de um LP (Long Play) dedicado à obra de Fernando Lobo.
Em 1959, gravou seu primeiro LP (Long Play) solo, intitulado “Carminha Mascarenhas”, em que registra a faixa “Eu não existo sem você”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Ainda em 1959, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa “Carrossel”, atuando ao lado de Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Carlos José, Hernany Filho, Norma Bengel e Elizabeth Gasper.
Em 1960, foi convidada para participar do show “Ary Barroso, 1960”, ao lado do compositor e de Os Cariocas, Castrinho, Terezinha Elisa e Joãozinho da Goméia, sendo que o show ficou um ano e meio em cartaz na boate Fred’s, e em seguida participou, ainda com o mesmo elenco de artistas, do show “Os quindins de Yá Yá”, parcialmente gravado pela Copacabana Discos no compacto duplo “Musical Ary Barroso, 1960”.
Compôs, em parceria com Dora Lopes, as músicas “Toalha de mesa”, uma homenagem a São Paulo, gravada por Noite Ilustrada, e “Samba da madrugada”, gravada até no exterior, sendo considerado um hino dos boêmios dos anos 1960 e 1970 em Copacabana, razão porque foi dedicada pelas autoras à cantora Maysa.
Mais tarde participou, com Marisa Gata Mansa e Hernany Filho, do LP “Em cada estrela uma canção”, em homenagem à obra de Newton Mendonça, interpretando as faixas “Discussão”, “Meditação”, Desafinado” e “Samba de uma nota só”, parcerias do compositor com Antonio Carlos Jobim.
Carminha viajou diversas vezes para o exterior e participou de discos de vários intérpretes, e ainda na década de 1960, registrou no LP (Long Play) “A noite é de Carminha” as canções que apresentava na noite carioca, que incluiu “Per omnia saecula, saeculorum”, samba de Miguel Gustavo, cuja execução foi proibida pela censura.
Nos anos 1980, apresentou-se no Sambão e Sinhá, casa noturna de Ivon Curi, com o espetáculo “Carnavalesque”, que ela própria escreveu.
Em 1986 mudou-se para Teresópolis, apresentando-se ocasionalmente em shows.
Em 1999 comemorou 50 anos de carreira em espetáculo realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Em 2001 atuou ao lado de Ellen de Lima, Carmélia Alves e Violeta Cavalcanti no espetáculo “As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores”, e no show, que revivia a época de ouro de cantoras que marcaram a história do rádio no Brasil, Carminha Mascarenhas cantava, do repertório de Isaurinha Garcia, “Mensagem”, além de sucessos da sua própria carreira, bem como os das carreiras de Dolores Duran, Carmen e Aurora Miranda, e Linda e Dircinha Batista.
O CD ao vivo “As Cantoras do Rádio: Estão voltando as flores”, foi lançado pela gravadora Som Livre em 2002, ano em que o show continuou sendo exibido.
Em 2003 e 2004 atuou nos shows “Ninguém me ama?”, “Canto para Nora Ney?” e “Tra-lá-lá Lamartine é 100?”, ambos escritos, dirigidos e apresentados por Ricardo Cravo Albin.
Na discografia, Carminha deixou um acervo de pelo menos 68 músicas gravadas, sendo elas:
1 – Abandonado (de Esdras Pereira da Silva e Walter Barros) – Carminha Mascarenhas – 1958
2 – A doce vida (de Miguel Gustavo) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
3 – Agarradinha (de Ruy Rey e Alexandre Gnattali) – Carminha Mascarenhas – 1956 – Samba
4 – Aurora (de Airton Ávila) – Carminha Mascarenhas – 1964 – Samba
5 – Boato (de João Roberto Kelly) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
6 – Brigamos com o amor (de Gracindo Jr. e Rildo Hora) Carminha Mascarenhas – 1962 – Samba
7 – Canção do olhar amado (de Chico Feitosa e Marino Pinto) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
8 – Canção do olhar amado (de Chico Feitosa e Marino Pinto) – Carminha Mascarenhas – 1963 – Marcha-rancho
9 – Canto do meu coração (de Ari Barroso e Meira Guimarães) – Carminha Mascarenhas – 1960 – Samba
10 – Carinho e amor (de Tito Madi) – Carminha Mascarenhas – 1959
11 – Chorei (de Carlos Imperial) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
12 – Ciúme teu mal (de Joluz e Waltel) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
13 – Comigo não (de Geraldo Serafim) – Carminha Mascarenhas – 1958 – Samba-canção
14 – Copo d’água (de Augusto Mesquita, Horondino Silva “Dino” e Jaime Florence) – Carminha Mascarenhas – 1957 – Choro-canção
15 – Copo de uísque (de Ari Barroso e Meira Guimarães) – Carminha Mascarenhas – 1960 – Samba
16 – Deixa o Nonô trabalhar (Ricardo Galeno) Carminha Mascarenhas 1957 Samba
17 – Desafinado (de Newton Mendonça e Tom Jobim) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
18 – Discussão (de Newton Mendonça e Tom Jobim) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
19 – Divina inspiração (de Osório Lima) – Carminha Mascarenhas – 1977
20 – Dor de cotovelo (de João Roberto Kelly) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
21 – Dormir sonhar (de Herberto Sales e Vadico) – Carminha Mascarenhas – 1959
22 – Enquanto a noite não vem (de João Roberto Kelly) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba-canção
23 – Era uma vez (de Lina Pesce) – Carminha Mascarenhas – 1958 – Samba-canção
24 – Espinita (de Nico Jiménez) – Carminha Mascarenhas – 1956 – Mambo
25 – Esquece (de Ari Barroso e Meira Guimarães) – Carminha Mascarenhas – 1960 – Samba
26 – Esta Saudade (de Jorginho e Pandeirinho) – Carminha Mascarenhas – SD
27 – Eu não existo sem você (de Tom Jobim e Vinicius de Moraes) – Carminha Mascarenhas – 1958
28 – Eu sou mais conceição (de Antônio Guimarães e Dora Lopes) – Carminha Mascarenhas – 1957 – Samba-canção
29 – Fim de caso (de Dolores Duran) – Carminha Mascarenhas (ao vivo de pot-pourri) – 2001 – Samba-canção
30 – Folha caída (de Ney Machado e Hervê Cordovil) Carminha Mascarenhas 1955 Samba-canção
31 – Joguete do Amor (de Tito Madi e Georges Henry) – Carminha Mascarenhas – 1958
32 – Maldade (de Bruno Marnet e Estêvão Montalvani) Carminha Mascarenhas 1957 Samba-canção
33 – Meditação (de Newton Mendonça e Tom Jobim) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
34 – Mensagem (de Cícero Nunes e Aldo Cabral) Carminha Mascarenhas (ao vivo de pot-pourri) – 2001 – Samba-canção
35 – Meu samba não morreu (de Carminha Mascarenhas e Dora Lopes) – Carminha Mascarenhas – 1963 – Samba
36 – Não (de Evaldo Gouveia e Marino Pinto) – Carminha Mascarenhas – 1958
37 – Não volto mais (de Aloísio Marins e Moacir Vieira) – Carminha Mascarenhas – 1957 – Samba
38 – Nós e o mar (de Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal) – Carminha Mascarenhas – 1962 – Cha cha cha
39 – Nossos caminhos divergem (de Ney Machado e Hervê Cordovil) – Carminha Mascarenhas – 1955 – Samba-canção
40 – O Amor Acontece (de Celso Cavalcanti e Flávio Cavalcanti) – Carminha Mascarenhas – 1958
41 – O Garimpeiro (de Rildo Hora) – Carminha Mascarenhas – SD
42 – Olha-me Diga-me (de Tito Madi) – Carminha Mascarenhas – 1958
43 – Opinião (de Zé Kéti) – Carminha Mascarenhas – SD
44 – Outro adeus (de Luiz Bonfá) – Carminha Mascarenhas – 1955 – Samba-canção
45 – Patrimônio da garoa (de Raul Jr. e Duda) Carminha Mascarenhas – 1964 – Marcha-rancho
46 – Per omnia saecula saeculorum amen (de Miguel Gustavo) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba semi-filosófico
47 – Pior pra você (de Evaldo Gouveia e Almeida Rêgo) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
48 – Problema meu (de Chocolate e Mário Lago) – Carminha Mascarenhas – 1956 – Samba-choro
49 – Procuro esquecer (de Alberto Guedes e Nogueira Santos) – Carminha Mascarenhas – 1958
50 – Que diabo mandou (de Fernando Lopes e Catulo de Paula) – Carminha Mascarenhas – 1955 Samba-canção
51 – Quem sou eu (de César Siqueira e Nestor de Hollanda) – Carminha Mascarenhas – 1958
52 – Rancho da praça onze (de João Roberto Kelly e Chico Anísio) – Carminha Mascarenhas – SD
53 – Samba da madrugada (de Dora Lopes, Carminha Mascarenhas e Herotides Nascimento) – Carminha Mascarenha (ao vivo de pot-pourri) – 2001 – Samba
54 – Samba de uma nota só (de Newton Mendonça e Tom Jobim) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
55 – Samba no céu (de Ari Barroso e Meira Guimarães) – Carminha Mascarenhas – 1960 – Samba
56 – Saudade (Orlando Costa ‘Maestro Cipó’, Sachas e Antônio Maria) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
57 – Saudade de você (de Carlos Imperial e Fernando César) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
58 – Segredo – (de Damasceno e Adilson Negrão) – Carminha Mascarenhas – SD
59 – Sei (de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Samba
60 – Seus carinhos ( de Jeanette Adb) – Carminha Mascarenhas – 1958
61 – Sonho (de Luiz Bandeira e Leila) – Carminha Mascarenhas – 1956 – Bolero
62 – Sorrir (de Lombardi Filho e Pedro Rogério) – Carminha Mascarenhas – 1956 – Samba-canção
63 – Tarde triste (de Maysa Matarazzo) – Carminha Mascarenhas – 1961 – Canção
64 – Temporal (de Osório Lima) – Carminha Mascarenhas – 1977
65 – Toada do beijo (de Nestor Campos e Sílvio Viana) – Carminha Mascarenhas – 1956 – Toada
66 – Transformação – (de João Vieira Passos e Jurandir Silva) – Carminha Mascarenhas
67 – Um dia verás (On jour tu verrás) (de G. Van Parys, Mouloudji/Versão Cláudio Luiz) – Carminha Mascarenhas – 1957 – Valsa
68 – Vem pra batucada (de Severino Filho e Alberto Paz) – Carminha Mascarenhas – 1958
Na filmografia, Carminha deixou como acervo:
Filme: As Testemunhas Não Condenam (1962)
Diretor: Zélia Feijó Costa
Roteirista: Manoel da Nóbrega
Gênero: Drama
Elenco: Peggy Aubry, Wellington Botelho, Canarinho, Luiz Cataldo, Hélio Colonna, Manoel da Nóbrega, César de Alencar, Silvia Fernanda, Moacyr Franco, Zezé Gonzaga, Rildo Gonçalves, Armindo Guanais, Carlos José, Jorge Loredo, Sérgio Malta, Carminha Mascarenhas, Terezinha Mendes, Gessy Santos, Milton Vilar e Alfredo Viviani.
País: Brasil
Língua: Português
Cor: Preto e Branco
Companhia: Gino Palmisano Produções Cinematográficas
Carminha, em várias oportunidades, brindou seus conterrâneos muzambinhenses com sua presença, inclusive, cantou na ‘Festa do Muzambinhense Ausente’, na década de 1980.
Faleceu em 16/01/2012, na cidade de Rio de Janeiro/RJ, aos 82 anos, no ‘Retiro dos Artistas’, onde havia passado a morar desde 2010.
Deixou honrosa lembrança aos muzambinhenses, e uma contribuição enorme ao cenário artístico nacional.
Carminha, uma das ‘eternas cantoras do rádio’!
A ela o nosso tributo!

Por: José Roberto Del Valle Gaspar
Escritor e membro da Academia Muzambinhense de Letras

LANÇAMENTO DE LIVRO

O livro ‘Uriel Tavares – Vida e Obra Poética’ do escritor José Roberto Del Valle Gaspar, será lançado na Casa da Cultura de Guaxupé no dia 07/10/2014, às 17:00 horas, dentro do ‘Poente Café’, tradicional encontro realizado às terças feiras pelos membros da Fundação Cultural de Guaxupé.

Convite

TRIBUTO A HELENA ARMOND

Helena Armond

Helena Armond

Helena Armond nasceu em Muzambinho/MG, em 25/01/1928, filha de José Maria Armond, professor e político, que era natural de Barbacena/MG, e de Moema Bueno, professora, natural de Muzambinho/MG.

Segunda de oito irmãos: Roberto Armond, Ricardo Armond (faleceu com menos de um ano), Ricardo Armond (segundo), que nasceram em Muzambinho/MG, e depois Silvia Armond, Eduardo Armond, Henrique Armond e Luiz Armond, quais não se constatou os municípios de nascimento.

Helena casou-se com Moacyr de Oliveira em 10/12/1947 na cidade de Presidente Prudente/SP, e teve dois filhos: José Maria Armond de Oliveira, que nasceu com síndrome de Down, e Ivan Armond de Oliveira.

Artista plástica, pintora, escultora, decoradora cultural, pesquisadora e poetisa, Helena Armond fez diversas exposições, inclusive, na Bienal de São Paulo, obtendo reconhecimento na literatura e na cultura brasileira, inclusive, com várias premiações.

Como ela mesma disse em entrevistas, até 1977 participava de exposições de artes plásticas em salões oficiais e galerias, e depois passou a participar de instalações, ou seja, arte conceitual, com destaque para Bienal Internacional de São Paulo, em que atapetou com 400 metros de ‘outdoor’ as rampas do prédio sede da bienal, como protesto contra a sociedade de consumo.

Helena lançou seu primeiro livro em 1983, sob título ‘Linhas, segmentos e pontos… de vista’, e em 1984, lançou “Ecléticas Crônicas Poéticas’, mas, segundo declarou em várias oportunidades, sua iniciação com as letras se deu por ocasião da doença e morte de seu marido, em que passou por movimentados corredores hospitalares por seis meses consecutivos, e nesse período criou poesias centradas nas amarguras percebidas e vividas, que deu origem à obra ‘Corredor de espera’, lançado em 1988.

Como escritora deixou, segundo ela, dezenove obras publicadas, entre elas, seis infantis, e as demais dirigidas para todas as faixas etárias, quais, depois de longa pesquisa, consegui identificá-las, mas creio que são mais, eis que se misturam com reedições, mas vou continuar pesquisando.

Os livros de Helena Armond publicados e identificados são:

1- Linhas, segmentos e pontos… de vista – 1983 – São Paulo
2 – Ecléticas Crônicas Poéticas – 1984 – São Paulo – Cód. Barras: 1000188878797 – Cód. Interno: 309374536
3 – Limites, conquistas… e linhas mistas – 1985 – São Paulo – Editora do Escritor – CDD – 869.915
4 – Velaturas – 1987 – São Paulo – Massao Ohno Editora
5 – Corredor de espera – 1988 – São Paulo – Massao Ohno Editora – Composição Criarte Letras – Fotolito: Laborgraf – Impressão: Palas Athena – Formato: 13,5×20,5
6 – Ver Melhor – 1988 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 32 páginas – Série Arte e Forma – Literatura brasileira – Poesia infanto-juvenil – com ilustrações – ISBN: 85-2-426002-5 – CDD: 808.899282
7 – Ioiô, travessuras, arte – 1990 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 48 páginas – Série: Arte é Forma – Ilustrado – Formato 16×23 cm. – ISBN 85-06-01270-8 – CDD: 808.899282
8 – Abro ou não abro? – 1990 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 32 páginas – Série: Arte é Forma – ISBN: 85-06-01267-8
9 – Cá dentro – 1990 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 29 páginas – USBN: 85-06.01271-6 – CDD: 808.899282
10 – Cá dentro – 1991 – 2ª Edição – São Paulo – Editora Melhoramentos – 29 páginas – CDD: 808.899282
11 – Universo – 1991 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 24 páginas – Série: Arte e Forma – ISBN: 85-06-01551-0 – CDD: B869.1
12 – Bruxa-ria – 1993 – São Paulo – Editora Melhoramentos – 16 páginas – ISBN: 85-16-01831-5 – CDD: 808.899282
13 – Enigma – 1996 – São Paulo – Escrituras Editora – 74 folhas – CDD: B869.1
14 – Pedra D’Ara – 1997 – São Paulo – Escrituras Editora – 16 folhas – CDD: B869.1
15 – Água Forte – 1998 – São Paulo – Escrituras Editora – 62 páginas – ISBN 85-86-30325-9 – CDD: B869-1
16 – Em Busca do Elo Perdido – 2000 – São Paulo – Escritura Editora – 64 páginas – ISBN: 85-86-30370-4 – CDD: 730.981
17 – Falo de fogo – 2001 – São Paulo – Escrituras Editora – 62 páginas – ilustrado – CDD: B869.1
18 – Tempos do verbo ser – 2002 – São Paulo – Escrituras Editora – 109 páginas – ISBN: 85-75-31065-8 – CDD: B869.1
19 – Cantochão – 2005 – São Paulo – Escrituras Editora – 79 páginas – ilustrado – capa dura tecido e miolo Reciclado 120 g/m2 – Composto em CartoriaMT – corpo 13pt. – Editor: Raimundo Gadelha – Capa, projeto gráfico e editoração eletrônica de Vera Andrade – Impressão: Prol Gráfica – ISBN 85-75-31169-7 – CDD: B869.1

Na obra ‘Ver Melhor’, Helena sentencia: “Estamos acostumados a olhar e menos habituados a VER. Olhar é um ato mecânico, sem reflexo. VER é receber uma impressão e pesquisá-la. Ultrapassar o estabelecido por códigos. VER é deixar os condicionamentos e travar uma intimidade maior com tudo o que é perceptível. VER é descobrir novas informações e saber que a fonte é sempre alterável e inesgotável. VER É DESCOBRIR O “OLHADO”.

Descendente de tradicionais famílias de Barbacena/MG, seus avós paternos Honório Ferreira Armond e Ignácia de Almeida Borges são naturais daquela importantíssima cidade mineira, Helena é sobrinha de Honório Armond, que foi escolhido como o ‘Príncipe dos Poetas Mineiros’, em disputa com outros grandes poetas da época, inclusive com Carlos Drummond de Andrade.

Ela esteve em Muzambinho, por ocasião da ‘Festa do Muzambinhense Ausente’ de 1987, quando apresentou ao público de sua terra natal suas primeiras obras literárias, conforme narrado por Paulo Dipe, que tem o livro ‘Limites, conquistas… e linhas mistas’, com dedicatória da renomada autora.
Em entrevista, Helena fez citação de escrito do seu livro ‘Cantochão’, de 2005: “O elefante quando decide morrer, segue para detrás de uma árvore, o detrás de uma árvore é sempre o lado oposto da nascente, é óbvio, e pressuposto ao poente, sem conjecturas, morre.”

Helena Armond, sem conjecturas, e em momento ‘do ente’, como dizia, quando se referia a doença, morreu em 30/04/2014 em São Paulo, aos 86 anos, mas deixou um legado muito importante para a literatura e a cultura brasileira, e um orgulho enorme para todos nós muzambinhenses e mineiros.

É o nosso tributo!

José Roberto Del Valle Gaspar
Escritor e membro da Academia Muzambinhense de Letras

Lançamento do livro: “Uriel Tavares – Vida e Obra Poética”

Lançamento do livro: “Uriel Tavares – Vida e Obra Poética”, do escritor muzambinhense José Roberto Del Valle Gaspar, em 15/03/2014, na Casa da Cultura de Muzambinho.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva

Conheci Luiz Inácio Lula da Silva pessoalmente em 1982, em um evento político, quando ele disputou o governo de São Paulo, naquele ano eu era filiado ao Diretório Acadêmico « Ministro Ribeiro da Costa », da Fundação de Ensino Octávio Bastos de São João da Boa Vista/SP, em plena ditadura militar, e cabulei todas as aulas para vê-lo de perto, pois já o admirava como sindicalista de renome nacional, e naquele dia percebi que se tratava realmente de um líder afável e carismático, e nunca deixei de segui-lo pelos caminhos da política.

Foi ele Presidente do Brasil de 01/01/2003 à 01/01/2011, mais conhecido como Lula, apelido que teve que ser incluído em seu nome, para poder usá-lo em sua campanha eleitoral. Lula foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores – PT -, do qual hoje é o Presidente de Honra.

Depois de três derrotas (1889, 1994 e 1998) em eleições para presidência da república, Lula foi eleito em 2002 e reeleito em 2006. Por ter conseguido uma avaliação positiva em seu governo, levou sua Ministra da Casa Civil, a disputar o cargo de Presidente e sair vitoriosa. Lula foi condecorado com mais de 300 prêmios e honrarias, dentro e fora do país.

Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 na localidade de Caetés, município de Garanhuns, em Pernambuco, sendo o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello.

Em dezembro de 1952, com sete anos, junto com sua família, migrou para o litoral paulista, viajando 13 dias num caminhão “pau de arara”, e foi morar em Vicente de Carvalho, bairro pobre do Guarujá, tendo sido alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias.

Em 1956, a família de Lula mudou-se para São Paulo, passando a morar num único cômodo, nos fundos de um bar, no bairro de Ipiranga.

Aos 12 anos de idade, Lula conseguiu seu primeiro emprego numa tinturaria e também foi engraxate e office-boy.

Com 14 anos, começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Lula transferiu-se depois para a Fábrica de Parafusos Marte e obteve uma vaga no curso de torneiro mecânico do SENAI – Serviço Nacional da Indústria. O curso durou três anos e ele tornou-se metalúrgico, trabalhando na Metalúrgica Independência, no turno da noite, onde perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em uma máquina.

Casado com Marisa Letícia da Silva, Lula é pai de Fábio Luís (1975), Sandro Luís (1979) e Luís Claudio (1985), e sua filha Lurian foi fruto de relacionamento com Miriam Cardoso, sua namorada na época. Sua primeira esposa Maria de Lourdes da Silva, faleceu de hepatite, quando era submetida a uma cesariana.

A crise após o golpe militar de 1964 levou Lula a mudar de emprego, passando por várias fábricas, até ingressar nas Indústrias Villares, uma das principais metalúrgicas do país, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Trabalhando na Villares, Lula começou a ter contato com o movimento sindical, através de seu irmão José Ferreira da Silva, mais conhecido por Frei Chico.

Em 1969, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema fez eleição para escolher uma nova diretoria e Lula foi eleito segundo suplente e na eleição seguinte, em 1972, tornou-se primeiro secretário.

Em 1975, Lula foi eleito presidente do sindicato com 92% dos votos, passando a representar 100 mil trabalhadores, e deu então uma nova direção ao movimento sindical brasileiro.

Em 1978, foi reeleito presidente do sindicato e, após 10 anos sem greves operárias, ocorreram no país as primeiras paralisações/greves.

Em março de 1979, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista. A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que Lula pensasse pela primeira vez em criar um Partido dos Trabalhadores. O Brasil atravessava, então, um processo de abertura política lenta e gradual comandada pelos militares ainda no poder.

No dia 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas.

Em 1980, nova greve dos metalúrgicos provocou a intervenção do Governo Federal no sindicato e a prisão de Lula e outros dirigentes sindicais, com base na Lei de Segurança Nacional. Lula passou 31 dias recolhido às instalações do DOPS paulista.

Em 1982 o PT já estava implantado em quase todo o território nacional e Lula liderou a organização do partido dos trabalhadores e disputou naquele ano o Governo de São Paulo, mas não se elegeu.

Em agosto de 1983 participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Em 1984 participou, como uma das principais lideranças, da campanha das “diretas já” para a Presidência da República.

Em 1986 foi eleito o deputado federal por São Paulo, mais votado do país, para a Câmara Federal.

O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição direta para o cargo, e perdeu a disputa no segundo turno, por pequena diferença de votos para o candidato Fernando Collor de Mello e dois anos depois Lula liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no “impeachment” do presidente Fernando Collor de Mello.

Em 1994 e 1998, Lula voltou a se candidatar a presidente da República e foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso.

Desde 1992, Lula atua como conselheiro do Instituto Cidadania, organização não governamental criada após a experiência do Governo Paralelo, voltado para estudos, pesquisas, debates, publicações e principalmente formulação de propostas de políticas públicas nacionais, bem como de campanhas de mobilização da sociedade civil rumo à conquista dos direitos de cidadania para todo o povo brasileiro.

Na última semana de junho de 2002, a Convenção Nacional do PT aprovou uma ampla aliança política (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) que teve por base um programa de governo para resgatar as dívidas sociais fundamentais que o país tem com a grande maioria do povo brasileiro.

Lula concorreu em 2002, pela quarta vez ao cargo de presidente da República, tendo como vice-presidente o empresário e Senador José Alencar, do PL de Minas Gerais e finalmente em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil, derrotando José Serra, ex-Ministro da Saúde, do PSDB. Lula concorreu novamente em 2006, para reeleição de presidente, sendo eleito e derrotando Geraldo Alckmin, do PSDB.

Lula recebeu prêmios e condecorações em vários países. No Brasil recebeu a medalha de ordem do Mérito Militar, Naval, Aeronáutica, a Ordem do Cruzeiro do Sul, do Rio Branco, a ordem do Mérito Judiciário e da Ordem Nacional do Mérito. Recebeu da UNESCO, em 2008 o Prêmio da Paz; em 2009 foi destacado como O Homem do Ano nos jornais Le Monde e o El País. Em 2012 recebeu o prêmio de Estadista Global em Davos na Suíça.

Em 2011, desde que deixou o cargo de presidente, Lula vem sendo convidado para proferir palestras no Brasil e no exterior.

Em 29 de outubro de 2011, Lula vai ao Hospital Sírio Libanês, apresentando rouquidão e sentindo dor na garganta. É submetido a exames que diagnosticam um tumor maligno na laringe, medindo entre dois e três centímetros. Em declaração o oncologista Artur Katz descartou a realização de cirurgia para retirada do tumor, porque os pacientes submetidos a esse tipo de cirurgia apresentam dificuldades na fala. Lula passou por sessões combinadas de quimioterapia e radioterapia. O tratamento terminou em fevereiro de 2012. O ex-presidente recebeu o diagnóstico de que o tumor havia desaparecido. Sessões de fonoaudiologia foram realizadas para recuperar a fala.

Em pronunciamento, o então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da comemoração do dia do trabalho, em 29 de abril de 2010, disse:

“Não pode existir um país rico com um povo pobre. Não pode haver um país forte com um povo miserável. So é rico o país que descobre que o povo é sua maior riqueza. Só é forte a nação que se constrói mobilizando a energia, os sonhos e as esperanças de sua gente.”

Lula hoje é considerado um cidadão planetário, pela política de inclusão social realizada no Brasil, que serve de exemplo para todos os países, e que a Presidente Dilma vem ampliando e aprimorando.

José Roberto Del Valle Gaspar

Muzambinho/MG

CARLOS MARIGHELLA

 Carlos Marighella - 2

Carlos Marighella

Resumo biográfico de Carlos Marighella


1911
– No dia 5 de dezembro, Carlos Marighella nasce na Rua do Desterro nº 9, na então cidade de São Salvador, Estado da Bahia. Seus pais são o casal Maria Rita do Nascimento, negra e filha de escravos, e o imigrante italiano, o operário Augusto Marighella.  Teve sete irmãos (homens e mulheres).

1929 – Começa a cursar engenharia civil na antiga Escola Politécnica da Bahia, depois de haver estudado no Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Numa e noutra escola, destaca-se como aluno, pela alegria e criatividade. São famosas suas diversas provas em versos.

1932 – Ingressa na Juventude Comunista. O Partido Comunista havia sido criado em 1922. Com a revolução de 30 uma grande efervescência política varria o Brasil. Marighella participa de manifestações contra o regime autoritário e o interventor Juracy Magalhães, inconformado com versos de Marighella que o ridicularizavam, manda prendê-lo e espancá-lo.

1936 – Abandona o curso de engenharia e vai para São Paulo a mando da direção, reorganizar o Partido Comunista, que havia sido gravemente reprimido após o levante de 1935. É, porém, novamente preso e torturado durante 23 dias pela Polícia Especial de Felinto Muller.

1937 – É libertado pela anistia assinada pelo ministro Macedo Soares e, quatro meses depois, Getúlio dá o golpe e instaura o Estado Novo. Na clandestinidade, é encarregado da difícil tarefa de combater as tendências internas dissidentes da linha oficial do PCB em São Paulo.

1939 – Preso pela terceira vez, é confinado em Fernando de Noronha. Na cadeia, os revolucionários presos organizam uma universidade popular e ele passa a dar aulas de matemática e filosofia.

1942 – Os presos políticos vão para a Ilha Grande, no litoral do Rio de Janeiro, porque Fernando de Noronha passa a ser usada como base de apoio das operações militares dos aliados no Atlântico Sul.

1943 – Na Conferência da Mantiqueira, Marighella, mesmo preso, é eleito para o Comitê Central. O Partido Comunista adota linha de apoio ao governo Vargas em razão da entrada do Brasil na guerra, posição de que ele discorda, embora a cumpra, por dever de militância.

1945 – Anistia, em abril, devolve à liberdade os presos políticos. Com a vitória das forças antifascistas, o PCB vai à legalidade e participa da eleição para a Constituinte. Marighella é eleito como um dos deputados constituintes mais votados da bancada.

1946 – Apesar do apoio de Prestes, o general Dutra, eleito Presidente da República, desencadeia repressão aos comunistas. Marighella participa ativamente da Constituinte como um dos redatores do organismo parlamentar. Conhece Clara Charf.

1947 – Ainda no primeiro semestre é fechada a União da Juventude Comunista. Depois, é o próprio Partido que é posto na ilegalidade. Marighela coordena a edição da revista teórica do PCB, e vive um relacionamento com dona Elza Sento Sé, que resulta no nascimento, em maio de 1948, de seu filho Carlos.

1948 – No início do ano são cassados os mandatos dos parlamentares comunistas. Marighella volta à clandestinidade. Data desse ano seu romance com Clara Charf, sua companheira até o fim da vida.

1949/1954 – Em São Paulo, Marighella cuida da ação sindical do PCB. Sob sua direção o PC se vincula aos operários, participa da campanha “O Petróleo é nosso” e organiza a greve geral conhecida como “dos cem mil” em 1953. Considerado esquerdista pela direção do Partido, é mandado em viagem à China e lá é internado em razão de uma pneumonia. Depois, vai à União Soviética e volta ao Brasil em 1954.

1955 – A morte de Getúlio Vargas e o início do governo de Juscelino Kubistchek permitem que os comunistas, embora na ilegalidade, atuem de modo mais visível.

1956/1959 – O XX Congresso do PC da União Soviética inicia a desestalinização. O PCB adota a linha da “coexistência pacífica” pregada pela União Soviética. A vitória da Revolução Cubana, porém, contraria frontalmente as posições do movimento comunista internacional.

1960/1964 – A renúncia de Jânio gera uma crise política. Jango toma posse e Marighella passa a divergir da linha oficial do PC, principalmente de sua política de moderação e subordinação à burguesia. Em 1962, divisão do PC dá origem ao Partido Comunista do Brasil – PC do B.

1964 – Com o golpe de abril, instaura-se a ditadura militar. Perseguido pela polícia, Marighella entra num cinema do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, e lá resiste aos policiais até ser diversas vezes atingido por balas, é espancado e finalmente preso. Sua resistência transformou sua prisão em um ato político que teve repercussão nacional. É solto depois de 80 dias, depois de um habeas corpus pedido pelo advogado Sobral Pinto.

1965 – Escreve e publica o livro “Por que resisti à prisão”, em que aponta sua opção por organizar a resistência dos trabalhadores brasileiros contra a ditadura e pela libertação nacional e o socialismo.

1966 – Publica “A Crise Brasileira”, onde aprofunda suas posições críticas à linha do PCB, prega a adoção da luta armada contra a ditadura, fundada na aliança dos operários com os camponeses.

1967 – Na Conferência Estadual de São Paulo as idéias de Marighella saem vitoriosas por ampla maioria – 33 a 3 -, apesar da participação pessoal e contrária de Luiz Carlos Prestes. Vendo que a derrota no VI Congresso era iminente, Prestes inicia um processo de intervenções nos Estados, para impedir a participação de delegados ligados à corrente de esquerda. Marighella viaja a Cuba para participar da conferência da Organização Latino-Americana de Solidariedade – OLAS. O PCB envia telegrama desautorizando sua participação e ameaçando-o de expulsão. Disso resulta uma carta dele rompendo com o Comitê Central do PCB e afirmando que ninguém precisa pedir licença para praticar atos revolucionários. Como represália, é expulso do Partido Comunista. Retorna ao Brasil e funda a Ação Libertadora Nacional – ALN e dá início à luta armada contra a ditadura militar.

1968 – Marighella participa diretamente de diversas ações armadas recuperando fundos para a construção da ALN. No primeiro de maio, em São Paulo, os operários tomam o palanque de assalto, expulsam o governador Sodré e realizam comemorações combativas do dia internacional dos trabalhadores. O Movimento estudantil toma conta das ruas em manifestações contra a ditadura que chegaram a mobilizar cem mil pessoas. Em outubro, porém, o Congresso da UNE é descoberto pela polícia e os estudantes sofrem grave derrota. Também no final do ano, torna-se conhecido o fato de que Marighella comandava parte das ações guerrilheiras.

1969 – No início do ano, a descoberta de planos da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR pela polícia antecipa a saída do capitão Carlos Lamarca de um quartel do exército em Osasco, levando um caminhão carregado com armamento para a guerrilha. Em setembro o embaixador norte-americano é feito prisioneiro por um destacamento unificado com integrantes da ALN e do MR-8 e trocado por quinze presos políticos. No dia 4 de novembro, às oito horas da noite, Carlos Marighella caiu numa emboscada armada pelos inimigos do povo brasileiro em frente ao número 800 da alameda Casa Branca, em São Paulo, e foi assassinado. Sua organização, a ALN sobreviveu até 1974.

Marighella, no seu poema “Randó da Liberdade”, diz:

“É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.

Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.

Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.”

Atualizado por José Roberto Del Valle Gaspar em 07/04/2013

HUGO RAFAEL CHÁVEZ FRÍAS

Hugo Chávez 2

Hugo Rafael Chávez Frías

Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de julho de 1954, em Sabaneta de Barinas, nas planícies da Venezuela. Filho de um casal de professores do educação primária, Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías, e o segundo de seis irmãos. Sua avó índia, Rosa Inés Chávez, cuidou dos dois irmãos maiores, e foi ela quem ensinou a ler e escrever ao pequeno Hugo, enquanto o menino ajudava na economia familiar, vendendo doces de mamão (fruta bomba), conhecidos como “aranhas”. Por isso, era conhecido como o “aranheiro”, nome que dá título ao último livro publicado com anedotas do Presidente.

Em 1960 começou seus estudos na escola primária Julián Pino. Contaram as amigas de sua avó Rosa Inés, que em seu primeiro dia de escola, Hugo não teve permissão para entrar, porque não tinha sapatos: “Levava as únicas alpargatinhas velhas que tinha. A avó chorava porque não tinha dinheiro suficiente para comprar-lhe sapatos.”, contou a tia de Chávez, Joaquina Frías, e os autores do livro “Chávez Nuestro”.

Ele estudou o secundária básico no Liceu Daniel Florencio O’Leary, do Estado de Barinas, e em 8 de agosto de 1971, entrou para a Academia Militar da Venezuela, onde desenvolveu sua paixão pela história de seu país. Em 1974, viajou ao Perú para participar das comemorações do aniversário de 180 anos da Batalha de Ayacucho e conhece o presidente Juan Velasco Alvarado.
Em julho de 1975, ele formou-se com a patente de subtenente de Artilharia, especializado em Ciências e Artes Militares no ramo de Engenharia, menção terrestre. Se destacou por obter as mais altas notas nos diversos cursos realizados dentro das Forças Armadas.

Início na política

O jovem oficial Hugo Chávez fundou em 1982 o Movimento Bolivariano Revolucionário 200 (MBR200), em alusão aos 200 anos desde o nascimento de Simon Bolívar, que completaria um ano mais tarde. Em 17 de dezembro daquele ano, aniversário da morte de Simón Bolívar, sob o Samán Guere, que segundo a tradição, era a mística árvore sob cuja fronda acampou Simón Bolívar – prometeu reformar o exército e iniciar uma luta para construir uma República. Em 1989 observou com indignação como milhares de manifestantes foram massacrados por forças do exército no Caracazo.
Ao encomendá-lo para Comandar a Brigada de Paraquedistas “Coronel Antonio Nicolás Briceño”, baseado em Maracay, em 1991, escreveu em secreto o projeto de governo de transição e o anteprojeto nacional “Simon Bolivar”, programa que definiria sua liderança entre os oficiais bolivarianos. No final desse ano, os conspiradores definem a data da rebelião. Às 11:00 horas da manhã de 4 de fevereiro de 1992 começou a rebelião com comandos operando simultaneamente em Maracaibo, Caracas, Valencia e Maracay. Em uniforme de camuflagem e boina vermelha, esse dia aparece perante as câmeras para confirmar que “por enquanto” não se sabiam alcançado os objetivos do movimento, porém assumia toda a responsabilidade e pedia a seus companheiros pelo retorno aos quartéis.
A ação militar foi acolhida com júbilo por uma parte considerável da população, de modo que, desde então, a popularidade do Tenente Coronel de paraquedistas não fez mais que aumentar, enquanto o presidente Carlos Andres Perez se  afundava em descrédito. Na prisão, ele escreveu seu célebre manifesto Como sair do labirinto. Chávez foi liberado em 27 de março de 1994, após o arquivamento de seu caso. Símbolo do Movimento Quinta República (MVR), fundado por Hugo Chávez.
Em 14 de dezembro de 1994, o Comandante Chefe Fidel Castro o recebeu na capital cubana com honras de Chefe de Estado. Durante a visita, o líder venezuelano deu uma palestra na Aula Magna da Universidade de Havana. Entre 1995 e 1997 percorreu a Venezuela, explicando seu projeto político, que se baseou na necessidade de convocar uma Assembléia Nacional Constituinte que “refunde a República”.

Presidente da República Bolivariana da Venezuela

Em 19 abril de 1997 inscreve seu Movimento Quinta República (MVR) no registro eleitoral. Em meados de 1998, Hugo Chávez já era o primeiro em todas as pesquisas e em 6 de dezembro desse ano é eleito Presidente da Venezuela, com 56,5% dos votos. Como Presidente eleito, visitou Havana em 17 de janeiro de 1999. Assumiu o poder em 2 de fevereiro, e dois meses depois convocou o  referendo constituinte que foi aprovada por mais de 81% da votação. Em 23 de maio ele começou seu programa de televisão “Alô Presidente”.
Em 15 de dezembro de 1999, o governo do Presidente Chávez impulsionou um segundo referendo constitucional que foi aprovado por mais de 71% da votação  popular, que resultou na ratificação da Constituição da Venezuela de 1999 da Venezuela. Em 30 de julho de 2000, já com uma nova Constituição, se realizaram as eleições gerais para re-legitimar todos os poderes.
Em agosto visita vários países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com o fim de dar-lhe um papel mais ativo na organização, nesse momento presidida pela Venezuela. No final de outubro de 2000, recebeu em Caracas o presidente cubano Fidel Castro, onde ambos mandatários formaram um Acordo de Cooperação Integral.

O Congresso aprovou um Decreto Habilitante que lhe dá poderes especiais ao Presidente para a aprovar um conjunto de leis, incluindo a Lei de Terras, que impulsionava uma reforma agrária, uma nova Lei de Hidrocarbonetos e a Lei da Pesca. Também umas 49 leis, a oposição liderada principalmente pela patronal mais importante do país, Fedecámaras e Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV), boicotaram as leis.

 Golpe de Estado


Em 9 de Abril de 2002, a CTV e a Fedecámaras anunciou greve geral para apoiar os gerentes da PDVSA. A oposição convocou em 11 de abril para uma marcha que originalmente foi planejada e autorizada para a sede da PDVSA localizada em Chuao, mas a manifestação foi desviada para o Palácio de Miraflores e franco-atiradores vestidos à paisana abriram fogo contra os manifestantes. A maioria das vítimas eram partidários chavistas. O golpe de Estado havia se desencadeado.
Em horas da manhã de 12 de abril, Chávez foi sequestrado e transportado inicialmente para a base militar localizada em Fuerte Tiuna, Caracas. Algumas horas depois, desse mesmo dia, tomou posse a si mesmo Pedro Carmona, Presidente da Fedecámaras, como Presidente. Ato seguido emitiu um decreto que revogou os atos de habilitação, dissolveu o Parlamento, o Tribunal Supremo de Justiça, o Fisco, a Defensoria do Povo e se deu a si mesmo poderes acima da Constituição.
No sábado, 13 de abril, desde as horas da manhã, muitos seguidores do presidente Chávez começaram a manifestar-se em Caracas. Os golpístas retiraram o mandatário de uma base naval em Turiamo, onde escreve uma nota dirigida aos os venezuelanos, expressando: “Que não havia renunciado ao poder legítimo que o povo me deu”. Daqui, Chávez é enviado para a Ilha de Orchila com a intenção de tirá-lo do país, mas o povo tomou o Palácio de Miraflores e na manhã de 14 de abril o presidente retorna a Miraflores e se dirigiu ao povo, em um discurso memorável no qual pediu calma.
Em 2 de dezembro de 2002, Fedecámaras e o grupo “Gente do Petróleo” (composta por membros da PDVSA), com o apoio de diversos partidos políticos tradicionais, unidos ao que chamaram Coordenadora Democrática, iniciaram a  uma greve petroleira que se prorrogou para se tornar uma greve por tempo indefinido. Em meados de janeiro de 2003, com Chávez na frente, o governo conseguiu recuperar o controle total da PDVSA. A partir desse momento, toda a luta política da oposição se centrou na realização de um referendo para derrubar o Presidente.

Extraordinário Respaldo nas Urnas

Em 3 de junho de 2004, o Conselho Nacional Eleitoral anunciou que o mínimo de  assinaturas necessárias se havia coletado e foi ativado o referendo, que se realizou em 15 de agosto. Ele não obteve uma vitória esmagadora, e não só o Presidente se manteve no poder, sorte que as eleições regionais que seguiram os votos favoreceram a governadores e prefeitos bolivarianos.
Em 14 de dezembro de 2004, ele fundou a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos ou ALBA-TCP, por acordo entre a Venezuela e Cuba, com o envolvimento pessoal dos presidentes dos dois países, o que dá prioridade à relação entre as nações ligadas ao projeto, em pé de igualdade e baseando-se no diálogo sub-regional, abrindo campos de alianças estratégicas entre os países latino-americanos.
A partir deste ano se concatenam na Venezuela numerosas em batalhas nas urnas, que consolidam a liderança do Presidente e sua vocação democrática.
Nas eleições presidenciais na Venezuela para o período 2013-2019, que ocorreram em 7 outubro de 2012, na Venezuela, o presidente bolivariano foi reeleito para um terceiro mandato com 55,08% do total de votos válidos.

Problemas de Saúde

Em 9 de maio de 2011, o presidente suspendeu uma turnê pelo Brasil, Equador e Cuba devido a uma inflamação no joelho que o obrigou a manter repouso absoluto. Viajou à Havana em junho de 2011, o que exigiu uma intervenção cirúrgica de urgência. Em 21 de fevereiro de 2012, anunciou que, depois de fazer-se exames em Havana, seria novamente internado, logo haver-se detectado uma lesão na mesma área onde lhe foi detectado o tumor cancerígeno havia afetado no ano anterior.
Em 11 de dezembro de 2012 foi operado em Havana e começou para ele um delicado processo pós-operatório. Em 18 de fevereiro de 2013, o presidente regressou a Caracas. Na tarde de terça-feira 5 de marco de 2013, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o falecimento do líder bolivariano às 4:25 p.m. (hora local).

Distinções e condecorações

Presidente Hugo Rafael Chávez Frías recebeu múltiplas condecorações por parte de organizações, de seniores e de prestigiosas universidades, ao longo de sua trajetória, como primeiro Presidente da República Bolivariana da Venezuela. Se destacam, a condecoração Estrela de Carabobo, a Cruz das Forças Terrestres, a Ordem Militar Francisco de Miranda, a Ordem Militar Rafael Urdaneta e a Ordem Militar Libertador.

Recebeu em 2004 a Ordem Carlos Manuel de Céspedes, da República de Cuba.
Em 2005, ganhou o Prêmio Internacional José Martí da UNESCO por sua constante atuação a favor da integração dos países da América Latina e do Caribe, assim como por seu trabalho por preservar a identidade, as tradições culturais e valores históricos dos países da área. O prêmio foi entregue pelo líder cubano Fidel Castro.

Biografia traduzida por José Roberto Del Valle Gaspar do jornal “Diário Granma” – Órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

TRIBUTO A EMÍLIO SANTIAGO

Emílio Santiago

Emílio Santiago

A voz robusta e ao mesmo tempo suave e agradável de se ouvir, calou-se, presencialmente, em 20 de março de 2013, no entanto, sua obra permanecerá.

Seu nome completo é Emílio Vitalino Santiago, nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de dezembro de 1946, e apaixonado pela Bossa Nova, começou a cantar em festivais universitários nos anos 70, quando ainda freqüentava a faculdade de direito. Naquela época, participou de programas de calouros na televisão, chegando, inclusive, às finais de um concurso no programa Flávio Cavalcanti, na TV Tupi. Em 1973 lançou o primeiro compacto, com as canções Transa de amor e Saravá Nega, que lhe propiciou maiores participações em programas de rádios e de televisão. Gravou dezenas de discos e CDs.

Discografia:

Ano de lançamento

Nome da obra musical

1975

Emílio Santiago

1976

Brasileiríssimas

1977

Comigo é Assim

1977

Feito para Ouvir

1978

Emílio

1979

O Canto Crescente de Emílio Santiago

1980

Guerreiro Coração

1981

Amor de Lua

1982

Ensaios de Amor

1983

Mais que um Momento

1984

Ta na Hora

1988

Aquarela Brasileira

1989

Aquarela Brasileira 2

1990

Aquarela Brasileira 3

1991

Aquarela Brasileira 4

1992

Aquarela Brasileira 5

1993

Aquarela Brasileira 6

1995

Aquarela Brasileira 7

1995

Perdido de Amor

1996

Dias de Lua

1997

Emílio Santiago

1998

Emílio Santiago

1998

Emílio Santiago

2000

Bossa Nova

2001

Um Sorriso nos Lábios

2003

Emílio Santiago Encontra João Donato

2005

O Melhor das Aquarelas

2007

De um Jeito Diferente

2010

Só Danço Samba

Nossa reverência ao grande Emílio Santiago!

José Roberto Del Valle Gaspar

José Roberto Del Valle Gaspar

LUCIO DALLA

LUCIO DALLA

Lucio Dalla nasceu em Bologna em 04 de março de 1943. Começou a tocar desde pequeno. Seu primeiro instrumento foi o acordeon. Aos quatorze anos começou também a tocar clarineta e em seguida estudou várias formações do jazz. Sua estréia oficial na música foi em 1964, com a ajuda de Gino Paoli, tendo um estilo inspirado em James Brown, Ray Charles e Otis Redding.

Lucio Dalla começou a ter grande destaque com as canções “4/3/1943” e “Gesù Bambino”. Logo, aparecem os sucessos “Piazza Grande”, Il Gigante e la Bambina” e “Itaca”. De 1974 a 1977, Dalla mudou de rota e inaugurou um tipo de espetáculo que envolveu o concerto e o teatro militante e abriu uma colaboração artística com o poeta bolognhese Roberto Roversi. O resultado dessa colaboração foi três álbuns históricos: “Il giorno aveva cinque teste”, “Anidride solforosa”, “Automobili” e outros espetáculos populares de grande sucesso.

Em 1977 com o álbum “Come è profondo il mare”, Lucio Dalla inaugurou a estação “cantautorale” e iniciou também como autor das próprias canções. Para Lucio Dalla existiu um período de anos com popularidade e recordes em vendas nos anos 1979 – 1981 através do inesquecível tour “Banana Republic”, com o colega Francesco De Gregori (com o homônimo “live”). Seguiu com o disco “Bugie” de 1985 e a música “Caruso”; canção que foi premiada na interpretação do tenor Luciano Pavarotti, vendendo mais de oito milhões de cópias, tornando-se a canção italiana mais conhecida no exterior, depois de Volare.

Em 1990, Dalla lançou um sucesso absoluto, a canção “Attenti al Lupo”, lançando o album “Cambio”, que obteve o recorde de vendas na Itália com quase 1.400.000 cópias.

Em 5 de setembro de 1996, Lucio Dalla, lançou o cd “Canzoni”, com onze canções inéditas que falam sobre o amor à vida. A grande melodia do álbum “Canzoni”, é a energia da música “Domani”; uma declaração de amor romântica.

A música “Ayrton” foi dedicada aos últimos instantes da vida do piloto brasileiro Ayrton Senna, morto fatalmente em um acidente em maio de 1994.

Nos últimos anos lançou vários álbuns e fez concertos por vários países europeus. No ano de 2012 participou do famoso Festival de Sanremo, o mais popular prêmio da música popular italiana. Faleceu vítima de ataque cardíaco aos 68 anos na Suíça em 1º de março de 2012.

Discografia

Terra di Gaibola (1970)

Storie di casa mia (1971)

Il giorno aveva cinque teste (1973)

Anidride solforosa (1975)

Automobili (1976)

Come è profondo m mor (1977)

Lucio Dalla (1979)

Banana Republic (1979) com Francesco De Gregori

Dalla (1980)

Lucio Dalla (Q Disc) (1981)

Dalla 1983 (1983)

Viaggi organizzati (1984)

Bugie (1985)

DallAmeriCaruso (1986)

Dalla/Morandi (1988)

Cambio (1990)

Amen (1992)

Henna (1993)

Canzoni (1996)

Ciao (1999)

Live (2000, gravações de 1978)

Luna Matana (2001)

Lucio (2003)

12.000 lune [coletânea] (2006)

Il contrario di me (2007)

LucioDallaLive – La neve com m luna (2008)

Angoli nel cielo (2009)

Work in Progress – com Francesco De Gregori (2010)

Questo è moré (2011).

A biografia foi extraída do sítio da Rádio Italiana, e adaptada.

José Roberto Del Valle Gaspar

Em 04/03/2012

PERY RIBEIRO

Pery Ribeiro - Foto: FB

PERY RIBEIRO

         Faleceu ontem, 24/02/2012, em Niterói/RJ, aos 74 anos, o cantor e compositor Pery Ribeiro.

Pery Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro, em 27/10/1937, era casado com Ana Duarte, e filho da grande Dalva de Oliveira e do grande Herivelto Martins, seu nome de nascimento é Peri Oliveira Martins.

Pery deixou seis irmãos, sendo quatro deles por parte de pai, um de pai e mãe, e uma irmã adotiva, por parte de mãe.

O artista Pery se espelhou na obra artística de seus pais, e desenvolveu sua carreira musical desde a infância, logo se tornando sucesso, e ainda na adolescência, iniciou-se como profissional.

Na infância, com apenas três anos, com sua mãe fez dublagem de “Branca de Neve e os Sete Anões”, da Disney, ele fazia a voz do anão “Dengoso” e Dalva a da Branca de Neve.

As informações são de que em 1959 adotou o nome artístico de Pery Ribeiro, sugerido pelo grande radialista César de Alencar.

O seu primeiro disco foi gravado em 1960, mesmo ano em que estreou como compositor com a música “Não Devo Insistir”, com Dora Lopes.

Em 1961 foi o intérprete de “Manhã de Carnaval” e “Samba de Orfeu”, ambas de Luiz Bonfá e Antônio Maria.

Foi Pery Ribeiro que gravou a primeira versão comercial da música “Garota de Ipanema”, sucesso em todo o mundo.

Ele gravou também 12 discos dedicados à Bossa Nova, embora sempre reclamasse de não ter sido reconhecido dentro do movimento.

A partir da década de 70, passou a desenvolver trabalhos mais direcionados ao Jazz, e ao lado de Leny andrade, viajou pelo México e Estados Unidos, onde atuou com a banda de Sérgio Mendes, que fez sucesso em todo o mundo.

Certamente, aqueles das gerações de 60 e 70, viveram suas infâncias e adolescências ouvindo Pery Ribeiro no rádio e o vendo e ouvindo na TV, portanto, deixou ele, gratas e indeléveis lembranças, nas infâncias e adolescências de milhões de brasileiros.

Grande Pery!

Meu Rio Glorioso

Pery Ribeiro

Volto a caminhar na mesma rua
A contemplar a mesma lua
Que brilhou no meu passado
Quando a minha vida era um brinquedo
Quando todo o enredo
Da minha história começou
Volto e sinto o cheiro de saudade
E vejo que a felicidade
Era um Rio glorioso onde eu nasci
Era um Rio tão amável,de sorriso e sol.

Um Rio tão alegre com seu futebol
Um Rio tão feliz sem violência e dor
Um Rio onde a Estrela Dalva
Emocionou cantando
Um Rio onde Herivelto
compos a vida amando
A paz tão carioca
Em carnavais de muito amor.